Oi:
Hoje faço aniversário e recebi um presente lindo: um
texto escrito pela Cida (Maria Aparecida B. Mascaro) Ela escreveu um livro de memórias: O Voo do Colibri, Editora All Print.
Leiam e vejam se não tenho razão por me orgulhar de minhas alunas e alunos.... Ela escreve sobre "escrever memórias" que é o tema do curso que ministro no Prisma, Colégio Santa Maria. O curso se chama: Resgatando e Escrevendo minhas Memórias.
Segue o texto da Cida:
Para Viver um Grande Amor
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso – para viver um grande amor.
Vinicius de Moraes
Para Escrever um Livro de Memórias
É preciso muita concentração, um pouco de equilíbrio, uma boa dose de generosidade consigo mesmo, um bom tanto de emoção, outro tanto de riso e pouco juízo.
Escrever suas memórias é voltar no tempo, viajar por lugares que por muitas vezes lutamos para esquecer e por outros tantos que gostaríamos de voltar a viver. Resgatar é a palavra chave, e escrevendo memórias, por infinitas vezes, pensamos em desistir.
Porém, escrever sobre si mesmo, é uma tarefa que requer muita valentia, mas pra quem sempre foi guerreiro...
É lembrar-se de cheiros, de sons, de paisagens, de pessoas, de cores, de sentimentos e de sabores e... dissabores.
É lidar novamente com uma trajetória já percorrida e que por vezes, uma parte dela, lutamos para ser esquecida.
É também re-viver uma vida inteira, intensa, rica e maravilhosa.
Mexer e re-mexer no passado é um tanto doloroso. Entrar novamente em túneis estreitos e escuros, que são difíceis de olhar agora, quando de um jeito ou de outro, encontramos a luz no final de tantos túneis pelos quais passamos. Mas é de uma riqueza ímpar, olhar pilhas e pilhas de papéis que estavam em branco e que agora, contam a nossa história.
Ninguém teve uma vida tão em branco que não há o que contar. A partir do nosso nascimento, já temos uma história e, depois de décadas vividas, temos uma quantidade infinita de fatos, experiências e mais histórias a narrar.
Não importa o que pensamos do conteúdo, temos que valorizar cada passo que foi dado, cada dor vivida, cada alegria permitida.
Quem não viveu um grande amor?
Quem não sonhou?
Quem não sofreu?
Quem não foi feliz o bastante com o que teve?
Contentes ou descontentes chegamos até aqui, temos saúde, temos tempo, temos amigos e temos uma história de vida, exemplos a dar e, por que não contar?
Quando contamos uma de nossas passagens, quem está ouvindo pode até imaginar, mas quando o outro lê a mesma história contada, ele coloca-se no lugar do escritor e passeia pelos mesmos lugares, e passa a entender melhor a postura daquela pessoa.
Marido, filhos, netos e amigos, nos conhecem, através da nossa casca, da nossa armadura, com as quais nos protegemos sempre.
Através de nossas memórias, eles entram pelas portas que abrimos e então, passam a nos conhecer, nos entender melhor e até nos valorizar mais.
Precisamos soltar nossas amarras, nos despir de pudores dos quais não precisamos mais e que já não tem nenhum valor. O certo e o errado já estão tatuados em nosso cérebro, estampados em nossas atitudes e exemplos, não há o que discutir ou temer.
E se, no passado, o príncipe não veio montado em um cavalo branco, pegamos nossa “capa e espada” com as quais sempre lutamos e vamos, através do papel, ensinar como se luta e se sai um vencedor.
A capa foi nosso uniforme de guerreiro e a espada...nosso coração!
Uma boa aventura pra você!
Maria Aparecida B. Mascaro
Autora do livro de memórias: O Voo do Colibri
12-02-09
Peixe assado com alecrim e limão
Há 6 anos
Um comentário:
Bom dia Aldina!
Um prazer e uma honra receber sua visita e comentário no blog.
Palavras de carinho alimentam o coração e cultura alimenta a mente, obrigada por confirmar ser o texto de nosso grande Machado de Assis.
Sua idéia das palavras em caixinhas é muito legal, uma ótima idéia!
Agradeço pelo post da reforma ortográfica, já anotei para ir aprendendo.
Abraço,
Judy
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